Ilustração do semiárido nordestino com sol e relevo seco
Reportagem

Chuvas tardias no Sertão: agricultores de Pernambuco aguardam sinal do semiárido

Por Letícia Menezes · 5 de junho de 2026

Depois de meses de estiagem acima da média, comunidades rurais do agreste pernambucano observam o céu com cautela. A previsão de pancadas isoladas traz alívio parcial, mas não resolve o déficit hídrico acumulado desde o início do ano.

Farol é um projeto de jornalismo regional que cobre o Nordeste com olhar de quem mora aqui. Publicamos reportagens sobre cultura nordestina, os ciclos de seca e chuva no semiárido, a economia das cidades do interior e as mudanças na mobilidade urbana de Recife e Fortaleza. Não somos portal de cupons nem agregador automático: cada texto passa por edição e revisão antes de ir ao ar.

Nesta semana, o assunto que mais chega à redação é o clima. Produtores de milho e feijão em municípios como Salgueiro e Araripina relatam atraso no plantio e custos maiores com água de poço. Ao mesmo tempo, comerciantes de festas juninas já preparam estoque para o São João — e há quem aposte num verão mais úmido do que o ano passado. Acompanhamos os dois lados da história.

Também seguimos de perto o que acontece nas capitais. Em Recife, a discussão sobre integração entre metrô e ônibus voltou à pauta com novas obras no eixo norte. Em Fortaleza, o VLT segue dividindo opiniões entre moradores do entorno e quem depende do carro para atravessar a cidade em horário de pico. Tratamos esses temas com entrevistas, dados públicos e contexto local — sem pressa de publicar a cada rumor.

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Da redação

O mês começou com a redação dividida entre duas coberturas simultâneas. Enquanto Letícia percorreu estradas de terra no sertão de Pernambuco ouvindo produtores rurais, Renata passou três dias circulando de metrô e ônibus entre Recife e Olinda para mapear onde a integração tarifária ainda falha na prática.

Na economia regional, Otávio publicou uma série curta sobre como feiras livres de Fortaleza e Recife reagiram à alta dos alimentos no primeiro trimestre. Os preços do tomate e da batata subiram mais nas barracas do que nos supermercados de rede — um detalhe que importa para quem compra pouco de cada vez, dia a dia.

Se você mora no Nordeste e tem uma história que acha que deveríamos contar, escreva para [email protected]. Lemos tudo, mesmo quando não conseguimos responder na hora.